Tereza Cristina e o Agronegócio Paulista
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) toma posse, nesta segunda-feira, 9, como presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O convite para o cargo partiu do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. No discurso de posse, a senadora deve enfatizar a relevância da agroindústria em São Paulo, que ocupa o segundo lugar no Brasil em exportações do setor, ficando atrás apenas do Mato Grosso, e que representa 17% das exportações totais do agronegócio no país.
Enquanto isso, entidades do agronegócio nacional estão se mobilizando para desenvolver estratégias que minimizem os impactos das salvaguardas agrícolas. Essa articulação ocorre antes da ratificação do acordo que pode influenciar significativamente o setor. Como já antecipado pelo Broadcast Agro/Coluna do Estadão, o segmento produtivo planeja aproveitar a retomada das atividades no Legislativo para buscar o apoio dos parlamentares, especialmente da bancada agropecuária. O objetivo é elaborar um conjunto de medidas que ofereçam “garantias” ao agronegócio brasileiro, assegurando o acesso ao mercado europeu assim que o acordo se concretize.
O setor está apreensivo com as salvaguardas agrícolas aprovadas pelo bloco europeu na nova Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que deve entrar em vigor no final deste ano. Há a preocupação de que essas medidas possam prejudicar as exportações de produtos brasileiros e anular os benefícios que o tratado Mercosul-União Europeia oferece. Lideranças do agronegócio já levaram essas preocupações ao governo federal, conforme fontes que preferiram não se identificar.
Os representantes do setor alegam que os critérios propostos nas salvaguardas agrícolas não levam em consideração as especificidades da produção agropecuária, como os potenciais aumentos de preço resultantes de quebras de safra, e têm um caráter protecionista que pode limitar a competitividade do Brasil no mercado internacional.
