Celepar em Leilão: O que Esperar
Na última sexta-feira (6 de fevereiro), o Governo do Paraná anunciou o edital que marca a desestatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, mais conhecida como Celepar. O leilão está agendado para o dia 17 de março, a ser realizado na B3, em São Paulo. O lance inicial para a totalidade das ações da empresa foi fixado em R$ 1,3 bilhão.
A participação no processo de leilão está aberta tanto para empresas nacionais quanto internacionais. Elas poderão concorrer de forma individual ou em consórcio. Além disso, estão autorizadas a participar instituições financeiras, Fundos de Investimento em Participações (FIPs) e entidades de previdência complementar. Um dos critérios essenciais para os interessados é a comprovação de experiência prévia em serviços de tecnologia da informação com complexidade semelhante ou superior à da Celepar.
A Golden Share e os Requisitos Pós-Leilão
Após a venda, o Estado manterá uma Ação de Classe Especial, popularmente conhecida como Golden Share. Esse mecanismo garante ao governo o direito de veto em decisões estratégicas. O edital também determina que tanto a sede da Celepar quanto toda infraestrutura de armazenamento e processamento de dados devem permanecer no Paraná por, no mínimo, dez anos.
O novo controlador da empresa terá que seguir as diretrizes do Conselho de Governança Digital e Segurança de Informações (CGDSI) e deve cumprir rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Além disso, o edital assegura a continuidade dos serviços atualmente oferecidos pela Celepar durante o processo de desestatização.
Serviços e Aplicativos da Celepar
A Celepar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e manutenção de diversos programas, softwares e aplicativos utilizados amplamente no estado. Exemplos disso são o Escola Paraná, o Detran Inteligente e o Menor Preço. O governo estadual informou que esses serviços continuarão sendo disponibilizados gratuitamente para os cidadãos paranaenses, mesmo após a conclusão do processo de venda.
De acordo com a administração estadual, o principal intuito dessa venda é aumentar a qualidade dos serviços digitais oferecidos à população e permitir que a Celepar opere em um ambiente de mercado mais competitivo. Um ponto crucial mencionado é que os dados pessoais dos cidadãos continuarão sob a supervisão do governo, com a Celepar atuando unicamente como operadora dessas informações.
