Modernização traz acessibilidade e conforto ao espaço circense de Curitiba
O Circo da Cidade, um ícone cultural de Curitiba, está passando por uma revitalização que celebra seus 50 anos de história. A obra, que se inicia em 2026, busca modernizar a infraestrutura do famoso espaço, que receberá uma nova superlona e melhorias significativas em acessibilidade e conforto, tanto para artistas quanto para o público. De acordo com Jane D’Ávila, consultora de Circo da Fundação Cultural de Curitiba, as mudanças incluem calçadas acessíveis, novos banheiros e tendas reformadas, assegurando uma experiência mais agradável e inclusiva.
Inaugurado em 1976, o Circo da Cidade se tornou um símbolo da cultura paranaense, especialmente por sua conexão com a família Queirolo, que tem uma longa trajetória no circo brasileiro. Ao longo dessas cinco décadas, o espaço se destacou como um centro de referência para a arte circense, equilibrando tradição e inovação em suas apresentações. A gestão atual é sustentada por editais do Fundo Municipal da Cultura, garantindo que as atividades sejam acessíveis a todos, sem custos para a população.
Em 2025, o Circo da Cidade contabilizou aproximadamente 50 espetáculos e oficinas, alcançando cerca de 18 mil pessoas, em sua maioria crianças das escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Essas atividades não apenas promovem a arte circense, mas também fortalecem a formação cultural e social das novas gerações, incentivando a inclusão e a convivência comunitária.
O projeto de revitalização não se limita à superlona e à acessibilidade; ele também prevê a construção de uma nova tenda de convivência, que funcionará como um espaço social. Este local será destinado a artistas, educadores, crianças e famílias, permitindo a realização de lanches, discussões e outras atividades sociais, expandindo a função do Circo da Cidade para além das apresentações.
Localizado no Alto Boqueirão, o Circo da Cidade afirma seu compromisso com a sustentabilidade cultural e social em Curitiba. A revitalização que se inicia em 2026 não é apenas uma mera atualização física, mas um investimento na continuidade do legado artístico local. As melhorias projetadas garantirão que o circo permaneça como um espaço cultural acessível, impulsionando a valorização das artes circenses e incentivando a participação da comunidade nas próximas gerações.
