Um Concerto de Encerramento Marcante
A 43ª Oficina de Música de Curitiba chegou ao seu grandioso final na noite deste domingo (18), com o Concerto de Encerramento realizado no renomado Guairão. O evento encerrou 12 dias de uma programação intensa e diversificada, que envolveu concertos e shows, levando um público vibrante aos espaços do Centro Cultural Teatro Guaíra. Ao todo, quase 29 mil espectadores prestigiaram as 22 apresentações nos auditórios Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) e Salvador de Ferrante (Guairinha).
O concerto final contou com a regência de Abel Rocha, à frente da orquestra, e Angelo Fernandes, que dirigiu o coro. Juntos, conduziram a Orquestra e Coro Sinfônico de Curitiba, compostos por alunos da Oficina, em um repertório grandioso. As obras de compositores renomados como Giuseppe Verdi, com a “Abertura da Ópera La Forza del Destino” e a “Marcha Triunfal de Aida”; Pietro Mascagni, com “Inneggiamo il Signor de Cavalleria Rusticana” e “Hino ao Sol de Iris”; e Georges Bizet, com “As Vozes de Carmen”, encantaram o público e encerraram a programação com chave de ouro.
Destaques da Programação na Oficina
Os destaques da programação no Guairão foram variados e emocionantes. A abertura do evento foi marcada por um tributo ao consagrado Hermeto Pascoal, apresentado pela Orquestra de Câmara de Curitiba em parceria com o Grupo Nave-Mãe. Além disso, o cantor Tiago Iorc e a artista Paula Lima homenagearam Rita Lee acompanhados pela Orquestra à Base de Corda. O grupo Pato Fu trouxe o espetáculo “Música de Brinquedo 2”, enquanto Wagner Barreto apresentou o show “Sertanejo Sinfônico”. Outros artistas, como Demônios da Garoa, Leila Pinheiro, MPB4 e Francis Hime, também fizeram parte dessa rica tapeçaria musical. No total, 24.090 pessoas assistiram a essas 12 apresentações.
A Oficina de Música também levou ao Guairinha uma série de shows notáveis, como o do Grupo Nave-Mãe, a homenagem aos 80 anos de Alice Ruiz, e o show “Mulheres do Mundo”, que contou com as talentosas Badi Assad e Simone Sou. Além disso, foram realizadas noites dedicadas ao choro e à MPB, com a participação de professores da Oficina, e quatro sessões de “Die Fledermaus” (“O Morcego”) pela Ópera Estúdio. Juntas, essas dez atrações reuniram 4.653 pessoas no espaço.
Reflexões dos Artistas Sobre a Experiência
A experiência de se apresentar durante a Oficina de Música foi marcante para os artistas participantes. O renomado compositor Francis Hime, que celebra 60 anos de carreira, fez sua estreia na programação da Oficina e comentou: “É muito bom reunir pessoas de várias partes do Brasil para compartilhar conhecimentos, assistir a aulas e concertos”.
O grupo Demônios da Garoa também expressou sua gratidão pela acolhida do público. Ricardo Rosa, integrante do grupo, destacou que “o primeiro show de 2026 tem um significado especial, e nada mais especial do que começar em um palco tão abençoado como este”.
Paulo Malaguti, do vocal MPB4, ressaltou a importância do ambiente musical proporcionado pela Oficina: “É uma troca linda e muito poderosa”. Por sua vez, Wagner Barreto, que fez sua estreia com o show Sertanejo Sinfônico, se mostrou emocionado. “Poucos artistas têm a oportunidade de se apresentar no Teatro Guaíra e expressar sua arte”, concluiu.
Com uma programação que atraiu tantos talentos e amantes da música, a 43ª Oficina de Música de Curitiba se consolidou como um evento essencial para o cenário cultural do estado.
