Governador Paranaense Se Posiciona no Cenário Nacional
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), fez comentários importantes sobre sua possível saída do cargo em abril, com o intuito de atender ao prazo de desincompatibilização e facilitar sua pré-candidatura à Presidência da República. Essa movimentação indica o início de uma nova fase política no Palácio Iguaçu, colocando o governador diretamente no centro das discussões sobre a sucessão presidencial de 2026.
Durante o lançamento da nova trincheira no Jardim Botânico, em Curitiba, Ratinho Júnior revelou sua disposição em fazer frente ao cargo maior do país. “Estou engajado em um projeto nacional, propondo um novo modelo de gestão para o Brasil. Coloco meu nome à disposição”, afirmou, ao se manifestar sobre sua intenção de concorrer.
Nos últimos discursos e entrevistas, Ratinho tem se mostrado cauteloso, evitando a personalização do debate eleitoral e enfatizando que a política brasileira deve ser orientada por projetos e resultados, ao invés de rixas ideológicas ou disputas pessoais. “O problema do Brasil e da política do passado é que se foca sempre nos nomes. Minha intenção é priorizar os projetos. Em breve, isso pode significar apoiar alguém que consiga unir forças para um novo Brasil”, disse.
Críticas ao Conflito Político Atual
O governador também fez críticas ao clima de hostilidade que permeia a política nacional. Para ele, esse ambiente de constantes confrontos tem falhado em produzir resultados efetivos para a população. “Os cidadãos estão cansados desse clima de brigas políticas que não trazem melhorias para a vida das pessoas. A dona Maria, por exemplo, continua sem ver mudanças significativas”, ressaltou.
Ratinho Júnior usou a gestão no Paraná como um exemplo positivo, destacando os avanços em áreas como educação, geração de empregos e redução da criminalidade. “Temos visto um crescimento significativo no turismo e, mais importante, um ambiente institucional de paz política que o Brasil urgentemente precisa”, afirmou.
PSD, um Partido com Aspirações Presidenciais
O governador deixou claro que o PSD tem a intenção de lançar um candidato próprio à presidência e está se preparando para essa missão. “O partido está estruturado tanto no estado quanto em nível nacional. Nós teremos candidato ao governo e trabalharemos para que um membro do partido seja o próximo presidente do Brasil”, declarou.
No entanto, Ratinho Júnior admitiu que essa decisão exigirá um consenso interno. Se outro nome for considerado mais apto a unir forças e liderar um novo projeto nacional, ele não hesitará em apoiar essa alternativa. “Se meu nome for escolhido, ficarei honrado em aceitar o desafio, mas isso deverá ser uma construção coletiva”, enfatizou.
Competitividade nas Pesquisas
A movimentação de Ratinho Júnior surge em um contexto em que ele já é visto como um dos candidatos mais competitivos nas pesquisas. Um levantamento recente realizado pela Genial/Quaest, entre 8 e 11 de janeiro, revelou que o governador paranaense figura entre os principais adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno.
No confronto direto, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Ratinho obteve 36%. Entre os eleitores independentes, ele lidera com 35% contra 33% do presidente. Além disso, entre os eleitores da direita não bolsonarista, Ratinho alcança impressionantes 67%, enquanto Lula oscila entre 7% e 9%.
Sucessão Governamental no Paraná
A iminente saída de Ratinho Júnior em abril também acelera as discussões sobre sua eventual sucessão no Paraná. O governador destacou que a escolha de seu sucessor será o resultado de um processo coletivo, engajando prefeitos, a sociedade civil e os partidos aliados. “Nunca vejo apenas uma pessoa como sucessora; sempre olho para o time, que é o mais relevante”, comentou, lembrando que quatro vagas majoritárias estão em jogo.
No cenário político, três nomes do PSD estão emergindo como potenciais candidatos ao governo: Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa; Guto Silva, secretário das Cidades; e Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba. Além disso, há uma crescente possibilidade de parceria política com o senador Sérgio Moro (União Brasil), que está articulando sua própria candidatura ao governo estadual. Contudo, essa aliança é vista com cautela pelos aliados de Ratinho, que lembram o histórico de divergências políticas de Moro e ponderam os riscos de uma colaboração a longo prazo.
