Desafios e resistências marcam a busca de Moro por alianças políticas na corrida eleitoral
O senador Sérgio Moro, membro do União Brasil, está em busca de apoio do governador do Paraná, Ratinho Jr., para sua candidatura ao governo do estado em 2026. Em um encontro realizado em dezembro no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, Moro tentou firmar essa aliança. No entanto, a resposta do PSD, partido do governador, foi negativa, evidenciando a resistência que o ex-juiz enfrenta no cenário político local. As divergências entre os grupos políticos podem dificultar a viabilização de sua candidatura, que já enfrenta desafios internos nos partidos.
Durante a conversa, embora a relação institucional entre Moro e Ratinho Jr. seja considerada boa, o governador deixou claro que o ambiente não é propício para uma aliança com o ex-juiz. A negativa do PSD tem raízes em episódios recentes que geraram descontentamento, como a oposição de Moro ao partido nas eleições municipais de 2024. O senador, que se opôs a candidatos apoiados por Ratinho Jr. em Curitiba, vetou a candidatura do partido e, em seguida, declarou apoio a uma adversária no segundo turno, criando um clima de mágoa que inviabiliza a construção de novas parcerias.
Por mais que Moro lidera as pesquisas com uma margem considerável, ele enfrenta barreiras significativas dentro dos partidos. O Progressistas, por exemplo, vetou sua candidatura, o que representa um obstáculo considerável, pois a federação entre Progressistas e União Brasil impede que qualquer lançamento de candidatura ocorra sem um consenso mais amplo.
Frente a esse cenário adverso, Moro está considerando a possibilidade de deixar o União Brasil em busca de uma legenda menor que permita sua candidatura. Nesse contexto, o Podemos, que antes era sua base política, ainda mantém um alinhamento com Ratinho Jr., o que complica ainda mais a situação do senador paranaense. Portanto, apesar de seu reconhecimento nas pesquisas, a articulação política de Moro se mostra cada vez mais complexa.
A resistência do PSD e a postura de seus aliados criam um ambiente político fragmentado no Paraná. Essa dinâmica revela um cenário repleto de estratégias firmes e uma escassez de disposição para acordos, refletindo as tensões entre os diversos grupos que disputam o cenário eleitoral. Essa fragmentação pode ter um impacto significativo na sucessão do atual governador, que, ao se encontrar em seu segundo mandato, não poderá concorrer novamente e, por isso, abre espaço para uma disputa intensa em 2026.
Com o apoio do PSD negado e as dificuldades já mencionadas, Sérgio Moro precisa agora explorar novas alianças se quiser viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná. O quadro político local sugere que o caminho será repleto de negociações complexas e da necessidade de fortalecer grupos rivais, o que poderá influenciar diretamente a composição do poder estadual nas eleições que se aproximam.
