Iniciativa Privada Transforma o Mercado Urbano
O projeto Champagnat surge como o maior empreendimento imobiliário privado em Curitiba nas últimas décadas, propondo uma nova perspectiva para a cidade, orientada por um planejamento de longo prazo e uma governança robusta. A compra de um ativo estratégico na região por um consórcio de investidores paranaenses reposiciona o Champagnat como um exemplo de urbanismo integrado, com enfoque em usos mistos e desenvolvimento sustentável.
Mais do que simples transação imobiliária, essa operação marca um novo direcionamento no mercado e na gestão urbana. Os investidores locais se tornam protagonistas na estruturação do território, desde a aquisição do terreno até a seleção das incorporadoras, adotando um modelo que prioriza a previsibilidade institucional e a continuidade do legado urbano.
Governança e Capital Paciente no Empreendimento
Comandada pela Imobiliária Confronto e Teera Desenvolvimento Imobiliário, a operação conta com a assessoria estratégica do escritório Gobbo Guimarães Advogados. Essa dinâmica rompe com o modelo tradicional de incorporação, evitando a transferência imediata do ativo ao mercado. Em vez disso, o grupo se dedica a formatar o projeto, estabelecer uma governança sólida e mitigar riscos legais e territoriais antes da entrada das incorporadoras.
Giuliano Gobbo, um dos responsáveis pela iniciativa, destaca a importância de um ciclo estruturado e de longo prazo. “Um projeto dessa magnitude demanda continuidade e uma visão institucional clara. Nossa missão é assegurar a segurança jurídica e a coerência durante todas as fases do desenvolvimento”, enfatiza Gobbo.
Prospecção Estratégica: Um Processo de Longo Prazo
A jornada do projeto teve início em 2019, quando a Teerra começou a prospecção junto à antiga proprietária do terreno. Bruno Guimarães, também envolvido no projeto, explica que o processo foi longo e desafiador. “O terreno estava subutilizado, e acreditávamos no potencial urbano que precisava ser explorado. Foram necessários anos de conversas até que a aquisição fosse concretizada, em colaboração com a Confronto e com apoio jurídico”, revela.
A sinergia entre a Teerra e a Confronto se mostrou essencial para o sucesso do empreendimento. “A parceria foi complementar: nós trouxemos investidores e uma governança jurídica que garantiu a segurança transacional em um projeto que enfrentou uma acirrada concorrência no mercado”, acrescenta Guimarães.
Qualidade de Vida e Legado Urbano como Foco
A formatação inicial do Champagnat contempla um complexo multifuncional que inclui tanto residências quanto áreas comerciais, interligado ao ecossistema urbano da região. Essa abordagem de usos múltiplos não só reduz a necessidade de deslocamentos, mas também amplia o acesso a serviços, alinhando-se às diretrizes modernas de planejamento urbano e melhoria da qualidade de vida.
Os investidores veem o impacto do projeto como algo que vai além da valorização imobiliária. “Estamos comprometidos com o legado urbano. O objetivo é entregar um projeto que, com o tempo, contribua para a vitalidade da região e atenda às necessidades da cidade atual”, destaca Giuliano Gobbo.
Sustentabilidade e Parceria com o Poder Público
A colaboração com o setor público se reflete na doação de uma área que permitirá a expansão do projeto Viva Parque, um parque linear que se desenvolverá a partir do Barigui. Essa iniciativa reafirma o compromisso com o urbanismo verde e a requalificação ambiental, pilares fundamentais para a sustentabilidade e valorização do território.
Próximas Etapas e Horizonte de Desenvolvimento
Com a aquisição do terreno oficializada, o projeto avança para a fase de seleção de incorporadoras e para o desenvolvimento dos estudos que resultarão no masterplan. O cronograma prevê uma execução faseada ao longo de mais de uma década, em um formato que valoriza o capital paciente e uma governança estruturada.
Para os investidores, a extensão do ciclo não representa um risco, mas sim um ativo estratégico. “A previsibilidade e a segurança institucional são elementos cruciais em projetos dessa magnitude. Queremos garantir a continuidade e a coerência do plano do início ao fim”, conclui Bruno Guimarães.
