Câmara Municipal propõe projeto que visa intensificar a conscientização sobre a escarlatina na educação e saúde
O aumento no número de surtos de escarlatina tem preocupado autoridades de saúde e educação em Curitiba. Para lidar com essa questão, o vereador Renan Ceschin, do Podemos, apresentou um projeto de lei à Câmara Municipal (CMC) que cria a Política Municipal de Informação, Prevenção e Combate à Escarlatina. A proposta tem como principal objetivo aprimorar as estratégias de prevenção e controle da doença, por meio de ações educativas, campanhas informativas e um fortalecimento das rotinas de vigilância epidemiológica, com especial atenção aos ambientes escolares e à rede de saúde.
A escarlatina, uma infecção provocada por bactérias, é particularmente perigosa para crianças e adolescentes, que costumam circular em locais de grande aglomeração, como as escolas. Embora a doença seja tratável, ela pode acarretar sérias complicações, incluindo infecções mais graves, caso não seja diagnosticada e tratada de maneira oportuna.
“Nos últimos anos, o aumento no número de surtos dessa doença em diversas localidades tem gerado preocupação entre autoridades de saúde e educação”, destacou Ceschin ao justificar seu projeto. Ele enfatizou a necessidade urgente de implementar medidas de prevenção e controle, especialmente nas instituições de ensino.
Uma das principais ações propostas é a realização de campanhas educativas contínuas que incentivem a conscientização sobre os sinais clínicos da escarlatina, suas formas de transmissão e os cuidados a serem tomados em casos suspeitos. Essas campanhas deverão ser direcionadas não apenas às escolas, mas também aos postos de saúde, creches e centros de educação infantil, atingindo um público amplo que inclui tanto crianças quanto adolescentes.
Além das campanhas educativas, o projeto inclui diretrizes para a atualização constante de protocolos clínicos e fluxos de atendimento, visando melhorar a notificação de casos e a produção de relatórios periódicos sobre a vigilância epidemiológica. Também se prevê a elaboração de orientações específicas para profissionais de educação, a fim de facilitar a identificação precoce dos sintomas e o encaminhamento adequado dos casos.
O fortalecimento da vigilância epidemiológica, aliado à disseminação de informações precisas, é um pilar fundamental do projeto, pois pode proporcionar diagnósticos mais precoces e reduzir as complicações associadas à doença, além de mitigar o impacto sobre o sistema público de saúde. “[A vigilância] permitirá que o município identifique novos casos e avalie a eficácia das medidas implementadas, ajustando ações conforme necessário para garantir o controle contínuo da doença”, afirmou o parlamentar.
O projeto de lei foi protocolado no dia 29 de outubro e já está em tramitação nas comissões temáticas da Câmara Municipal de Curitiba. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito, a nova política entrará em vigor 90 dias após sua publicação. Este passo é visto como essencial para combater a escarlatina e proteger a saúde da população jovem da capital paranaense.
