Furto Impacta o Cenário Artístico Local
A peça “A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)”, do artista Gustavo Magalhães, um dos novos nomes da arte contemporânea brasileira, foi furtada durante uma festa na Soma Galeria, em Curitiba. A ausência da obra foi notada pela proprietária Malu Meyer no sábado (3), quando ela visitou a galeria pela primeira vez após o evento. A pintura, que mede aproximadamente 22×16,5 centímetros, compunha o acervo pessoal de Meyer e estava exposta em uma das paredes, acompanhada por outras obras.
Conforme relatado pela proprietária, fotos tiradas durante a festa indicam que a obra esteve no local até cerca das 5h da madrugada do dia 1º. No entanto, registros feitos após esse horário não a mostram mais, o que levanta suspeitas sobre o furto. “Quando cheguei, foi a primeira coisa que percebi. Comecei a procurar e abrir tudo, mas não estava lá. Alguém levou”, declarou Meyer, visivelmente abalada com a situação.
O artista Magalhães recebeu a triste notícia do furto na segunda-feira (5). “Foi desolador. É um sentimento de impotência muito grande saber que o trabalho pode estar em qualquer lugar agora. Para mim, o valor da obra vai muito além do monetário; trata-se da conservação do trabalho, que é essencial para sua longevidade e para que ele possa atravessar gerações”, desabafou.

A proprietária da galeria registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o furto, afirmando que a galeria sempre recebeu eventos, mas nunca havia enfrentado uma situação como essa. “Já houve furtos de objetos menores, como plaquinhas e até campainhas de bar, mas nunca de uma obra de arte. Eu acreditava que isso nunca aconteceria, pois as pessoas respeitam o espaço e o objetivo de promover a cultura”, lamentou.
