Transporte Moderno na Região Metropolitana
Na manhã de terça-feira, dia 6, o Bonde Urbano Digital (BUD) iniciou sua operação oficial, percorrendo pela primeira vez todo o trajeto planejado na Região Metropolitana de Curitiba. Com essa nova fase, o sistema que já estava em funcionamento desde 9 de dezembro, finalmente completa o percurso total de aproximadamente dez quilômetros, conectando o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais em cerca de 25 minutos.
O BUD é uma inovação no transporte público, utilizando tecnologia de indução magnética, que dispensa a instalação de trilhos físicos. Com isso, o Paraná se torna o pioneiro na América do Sul ao testar essa tecnologia, mostrando que está na vanguarda em soluções de mobilidade urbana.
Perguntas e Respostas Sobre o Bonde Urbano Digital
Para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do Bonde Urbano Digital, apresentamos uma lista de perguntas e respostas que podem ser úteis para os usuários:
Qual é a rota do bonde?
A rota do BUD se inicia no Terminal de Pinhais, seguindo pela Avenida Ayrton Senna da Silva e pela Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até atingir o Terminal São Roque, em Piraquara. O percurso é realizado de forma direta, cobrindo uma extensão de aproximadamente 10 quilômetros.
Quantos passageiros cada bonde transporta?
De acordo com o Governo do Paraná, cada Bonde Urbano Digital possui capacidade para transportar até 280 passageiros, com a possibilidade de ampliação para 360. Para efeito de comparação, o maior ônibus em circulação na Região Metropolitana de Curitiba atualmente comporta 250 pessoas. Atualmente, os ônibus que operam entre Pinhais e Piraquara atendem cerca de 10 mil passageiros diariamente.
Qual é o valor da passagem?
A passagem para utilizar o Bonde Urbano Digital custa R$ 5,50, alinhando-se ao valor cobrado pelo transporte tradicional da região.
Muda algo no transporte tradicional?
Não, segundo informações do governo. O sistema de transporte tradicional continuará operando normalmente, sem alterações.
O Bonde Urbano Digital precisa de motorista?
Não. O BUD é projetado para operar de forma autônoma. Contudo, conforme explicou Gilson Santos, todos os testes foram realizados com a presença de motoristas. “Embora ele seja autônomo, sempre há um piloto auxiliar a bordo para intervir se necessário”, detalha Santos.
Qual velocidade o bonde consegue atingir?
O Bonde Urbano Digital pode alcançar uma velocidade de até 70 km/h, proporcionando uma viagem rápida e eficiente.
Como funciona a tecnologia que move o bonde?
O sistema do BUD assemelha-se ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), utilizado em outras cidades brasileiras, mas utiliza indução magnética no asfalto, criando um ‘trilho virtual’. Os magnetos são instalados no pavimento a cada um metro, garantindo a precisão da operação.
Qual tipo de combustível o bonde usa?
O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico, equipado com baterias de íons de lítio de 600 kWh. Ele pode ser recarregado através de um dispositivo semelhante ao que se encontra no teto de trens e bondes elétricos, coletando energia da rede aérea. De acordo com o governo, apenas 30 segundos de carga são suficientes para garantir uma autonomia de três a cinco quilômetros. Com a carga total, que leva 12 minutos para ser completada, o veículo tem autonomia de até 40 quilômetros em operação contínua.
A tecnologia é usada em outros locais?
Sim, o sistema de indução magnética já está em operação em várias cidades da China e está sendo instalado também na Austrália. A experiência no Paraná se inspira em um projeto similar em Campeche, no México, que conta com uma linha de 15 quilômetros, sendo cinco deles destinados a condução automática, com 13 estações.
Com essa inovação, o Bonde Urbano Digital promete transformar a mobilidade na Região Metropolitana de Curitiba, oferecendo uma solução moderna e eficiente para os desafios do transporte público.
