Segurança e Inovação na Identidade Nacional
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), já emitida em 40 milhões de exemplares, promete ser dez vezes mais segura que o antigo Registro Geral (RG), conforme afirmou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante uma entrevista à Voz do Brasil nesta sexta-feira (3/11). Segundo a ministra, a iniciativa visa não apenas aumentar a segurança dos cidadãos, mas também facilitar o acesso a serviços personalizados do governo.
“Ela é mais segura para as pessoas, para evitar fraudes com o nome delas. A Carteira de Identidade Nacional vai ser, na nossa visão, uma porta de entrada para uma plataforma de serviços, permitindo que o governo conheça as pessoas e possa oferecer um serviço personalizado para cada um”, declarou Dweck.
Além da segurança, a nova CIN utiliza o número do CPF como um identificador único, podendo ser acessada em formatos digital, em papel ou cartão. O documento também conta com um código QR, que reforça a segurança dos dados dos cidadãos. A primeira emissão do documento em papel é gratuita, tornando-o acessível a todos.
Outro ponto levantado pela ministra é que a nova identidade servirá como a base biométrica necessária para a concessão de benefícios sociais. “A partir de janeiro de 2028, todo mundo que quiser ter um novo benefício social deverá ter a carteira emitida”, afirmou.
Processo de Emissão da Nova Identidade
A responsabilidade pela emissão da nova Carteira de Identidade Nacional recai sobre os estados, que estão em um processo de aceleração para facilitar a obtenção do documento. Para conseguir a nova identidade, os cidadãos devem acessar o site do órgão responsável em seu estado, agendar um atendimento e comparecer à data marcada com a documentação necessária.
“Se você quiser levar todos os documentos que possui, eles estarão todos registrados na Carteira de Identidade Nacional, inclusive o tipo sanguíneo”, explicou Dweck, enfatizando a abrangência das informações que o novo documento pode conter.
Concurso Público Nacional Unificado e Desenvolvimento Nacional
Na mesma entrevista, Esther Dweck abordou o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que já conta com duas edições. A ministra destacou que esse certame tem como objetivo refletir a diversidade do Brasil no serviço público. “O CPNU não é simplesmente um concurso público; ele é uma política pública para aumentar a diversidade dentro do setor público”, afirmou.
Sobre as compras públicas, Dweck enfatizou a importância de utilizar as contratações para o desenvolvimento nacional, envolvendo a participação dos estados e municípios. “Desenvolvemos uma estratégia que permite que estados e municípios possam aderir à estratégia nacional. Identificamos quatro eixos: econômico, social, ambiental e de gestão”, explicou.
A lógica por trás dessa abordagem é aprimorar os processos de contratação de maneira a fomentar o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país. Assim, a nova Carteira de Identidade Nacional não é apenas um documento, mas parte de um esforço maior para modernizar e democratizar o acesso a serviços essenciais no Brasil.
