Movimento Contra a Privatização e Ações de Ativismo
O mês de novembro de 2025 foi um marco importante para as comunidades escolares, que se uniram em uma forte resistência contra o projeto de privatização proposto pelo governo de Ratinho Jr. Em um evento denominado Dia D de luta, realizado no dia 12, educadores e membros da comunidade escolar se mobilizaram ativamente, barrando a expansão da gestão privada e da militarização nas escolas. Essa mobilização não apenas demonstrou a força da união entre educadores e a sociedade, mas também evidenciou a importância da educação pública na formação cidadã.
Além disso, o período foi marcado por uma vitória significativa no campo jurídico, onde um tribunal decidiu a favor das denúncias de práticas abusivas em colégios cívico-militares. Estudantes relataram terem sido obrigados a entoar cantos que promoviam a apologia ao ódio, o que gerou indignação e levou a APP-Sindicato a intervir judicialmente. Essa conquista representa um passo importante na luta pelos direitos dos alunos e na defesa de uma educação que respeite a diversidade e a liberdade de expressão.
Avanços em Direitos e Pautas Sociais
No que diz respeito aos direitos trabalhistas e educacionais, a APP-Sindicato, em conjunto com o Fórum das Entidades Sindicais (FES), intensificou suas ações, pressionando para a inclusão da data-base no orçamento de 2026. Essa medida é crucial para assegurar a valorização dos profissionais da educação e garantir que suas reivindicações sejam atendidas. Outro avanço importante foi a prorrogação do concurso para professores, que foi estendido até 2027, permitindo uma maior estabilidade e segurança para a categoria.
Além dessas conquistas, o mês de novembro também se destacou pela realização dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. As escolas se mobilizaram em ações de conscientização e prevenção, disseminando informações e práticas antirracistas. A participação na marcha nacional em Brasília reafirmou a luta por reparação histórica e contra a Reforma Administrativa, evidenciando a importância da mobilização social na busca por uma educação justa e igualitária.
Esses acontecimentos mostram que, apesar dos desafios, a luta pela educação pública e pelos direitos humanos continua firme. A união das comunidades escolares e o ativismo em prol de pautas sociais demonstram que a resistência é um caminho possível para promover mudanças significativas.
