Emprego formal cresce com força em agosto
O Paraná registrou um saldo positivo de 1.197 empregos com carteira assinada em agosto de 2026, impulsionado principalmente pelos setores da indústria e construção civil. O resultado representa um aumento de 179% em relação a julho. A construção civil foi responsável por 1.067 novas vagas, enquanto a indústria geral contribuiu com 130 postos adicionais.
Acúmulo e desempenho dos setores no ano
Entre janeiro e agosto, os dois setores juntos criaram 26.634 empregos formais no estado. A indústria geral lidera com 16.600 vagas abertas, seguida pela construção civil, que gerou 10.034 postos. No balanço dos últimos 12 meses, o saldo permanece positivo, com 7.067 empregos a mais.
Mari Santos, economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), destaca que esses números indicam uma retomada nas contratações, mesmo com variações entre os segmentos industriais. “Agosto mostra uma recuperação mais firme em relação ao mês anterior. A construção civil foi decisiva, mas diversos setores industriais também mantêm investimentos e demanda por trabalhadores, mesmo diante de desafios econômicos”, explica.
Impacto direto no mercado de trabalho do Paraná
Os setores da indústria e construção foram responsáveis por 14,9% dos empregos gerados no estado em agosto. No acumulado do ano, esses segmentos representam 34,9% das novas vagas. Entre os principais setores econômicos, a indústria, incluindo a construção, ficou em terceiro lugar em saldo de empregos no mês, atrás dos serviços, com 5.076 vagas, e do comércio, que abriu 1.809 postos.
Setores que puxaram a geração de empregos
Em agosto, as obras de infraestrutura lideraram as contratações na indústria, com 629 novas vagas. A fabricação de produtos alimentícios abriu 537 postos, seguida pelos serviços especializados para construção, que geraram 486 empregos.
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Outros segmentos com desempenho positivo foram a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (120 vagas), eletricidade, gás e outras utilidades (115), fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (55), e produtos químicos (50).
No acumulado do ano, a indústria alimentícia segue na liderança, com 7.416 vagas abertas. Em seguida, as obras de infraestrutura geraram 5.100 empregos, os serviços especializados para construção 2.637, construção de edifícios 2.297, e confecção de artigos do vestuário e acessórios 1.404.
“Esses segmentos são essenciais para a economia do Paraná. A indústria de alimentos mantém um desempenho sólido ao longo do ano, enquanto construção e infraestrutura ganharam impulso em agosto. Esses avanços sustentam o emprego e movimentam a cadeia produtiva e os serviços ligados à indústria”, analisa Mari Santos.
Setores com redução de vagas
Apesar do cenário positivo, alguns segmentos industriais do Paraná enfrentaram queda no número de trabalhadores em agosto. A preparação de couros e fabricação de calçados teve a maior retração, com fechamento de 210 vagas.
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Também registraram diminuição os setores de máquinas e equipamentos (204 vagas a menos), produtos de madeira (135), vestuário (126) e fabricação de móveis (123).
Posição do Paraná no cenário nacional e perspectivas futuras
Na geração de empregos na indústria e construção em agosto, o Paraná ocupou o 12º lugar entre os estados brasileiros. O desempenho ficou abaixo do mesmo mês de 2025, quando foram criadas 1.817 vagas, representando uma queda anual de 34,1%.
Mari Santos ressalta que, embora agosto tenha mostrado melhora em relação a julho, a continuidade das contratações dependerá da evolução econômica e das condições das empresas. “O ritmo de geração de empregos ainda está aquém dos períodos anteriores, com diferenças significativas entre os setores. No entanto, a aceleração em agosto é um dado importante. A manutenção dessa tendência depende das condições para investimento, da atividade econômica e da disponibilidade de profissionais qualificados”, conclui.
Dados fornecidos pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
