Uma viagem pela gravura paranaense no coração de Curitiba
Curitiba convida a um passeio cultural no Centro da cidade com a abertura da exposição “Por que Gravura?”, no museu guido viaro. A mostra, que começa em 29 de outubro, presta homenagem a Fernando Calderari (1939–2021) e Gilda Belczak (1944–1969), artistas fundamentais para a gravura paranaense. A exposição reúne, além das obras dos homenageados, trabalhos de cinco gravuristas contemporâneos: Daniel Marques, Esther Maria Braga Côrtes, Glaucia Flügel, Larissa Franco e Jozé Roberto da Silva, este também curador da mostra ao lado de Teca Sandrini. A entrada é gratuita e a visitação segue até 30 de janeiro de 2027.
O legado de Calderari e Belczak na formação artística
Fernando Calderari, artista e educador, foi responsável pela fundação do Museu da Gravura no Solar do Barão em 1989, fortalecendo a gravura como linguagem artística no Paraná. Já Gilda Belczak, apesar da carreira interrompida precocemente, destacou-se como uma das primeiras mulheres paranaenses a produzir gravuras e pioneira na impressão em cores. Ambos contribuíram para a formação de novos artistas e ajudaram a criar uma tradição que permanece viva em produções atuais.
O vínculo entre os artistas homenageados e os convidados da exposição se dá pelo Ateliê de Gravura do Solar do Barão, cuja origem está no Ateliê Poty Lazzarotto, da Secretaria de Cultura de Curitiba. Fundado por Guido Viaro em 1968, o espaço contou com Calderari e Belczak entre seus coordenadores, reforçando essa conexão entre gerações, como destaca o relato do gravurista Ennio Marques Ferreira.
Museu Guido Viaro: coração da gravura e da cultura curitibana
O Museu Guido Viaro, localizado na Rua XV de Novembro, não foi escolhido por acaso para sediar a exposição. Ele homenageia o artista italiano Guido Viaro (1897–1971), figura essencial na história da arte e do ensino da gravura no Paraná. Viaro chegou ao Brasil em 1927 e a Curitiba em 1929, onde construiu uma carreira dedicada às artes visuais e à educação artística, atuando em diversas instituições locais.
O museu, inaugurado em sua primeira versão em 1975 e reaberto pela família Viaro em 2009, abriga uma coleção significativa do artista e recebe exposições temporárias que ampliam o diálogo com a produção cultural contemporânea. Mais do que um espaço dedicado às artes visuais, o local promove encontros culturais variados, incluindo uma sala em homenagem ao escritor Dalton Trevisan, além de sessões de cinema, concertos e saraus.
Uma experiência cultural que vai além da arte gráfica
O Cineclube Espoletta, sediado no museu desde 2011, realiza sessões aos sábados com debates que complementam a programação cultural aberta à comunidade. Essas iniciativas fazem do Museu Guido Viaro um ponto de encontro para diferentes manifestações artísticas e um convite para o público explorar o que há por trás das portas de uma instituição que mantém viva a memória de um artista e a tradição da gravura paranaense.
“Por que Gravura?”: uma exposição para todos os olhares
Com a mostra “Por que Gravura?”, o Museu Guido Viaro conecta o passado e o presente da arte paranaense, celebrando o papel de Fernando Calderari e Gilda Belczak na formação de artistas e no fortalecimento da gravura. A exposição é acessível a todos, independentemente do conhecimento prévio sobre a técnica, oferecendo uma oportunidade para descobrir novas maneiras de apreciar a arte e entender melhor a cultura local.
Para quem busca um programa cultural diferente no Centro de Curitiba, a exposição é uma chance de mergulhar na história e na contemporaneidade da gravura, ampliando o olhar sobre a produção artística da cidade e do estado.
Serviço
Exposição: Por que Gravura?
Abertura: 29 de outubro de 2026, às 17h
Período de visitação: 29 de outubro de 2026 a 30 de janeiro de 2027
Local: Museu Guido Viaro — Rua XV de Novembro, 1.348, Centro, Curitiba
Horário: terça a sábado, das 14h às 18h
Entrada: gratuita
