Inovação tecnológica nos parques de Curitiba
E se visitar um parque em Curitiba fosse uma conversa envolvente com um guia que responde perguntas, compartilha histórias e revela curiosidades culturais? Essa é a proposta do Mascate, robô criado por quatro estudantes do Colégio Positivo Internacional para tornar o Turismo nos parques étnicos da cidade mais dinâmico e educativo.
O protótipo foi apresentado em 23 de outubro à equipe do Curitiba Turismo (Ctur) e recebeu atenção da superintendente Tatiana Neves, da diretora de Turismo e Artesanato Paula de Castro Tavares, além do assessor técnico Luis Felipe Andrade. Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de aplicar essa tecnologia em pontos turísticos e espaços públicos da capital paranaense.
Jovens talentos de Curitiba e a criação do Mascate
Desenvolvido por Gabriel Fernandes Steyer, Arthur Munaretto Fonseca, Rafael Lemos de Almeida Grabowski e Gabrielle Sehn, com idades entre 15 e 16 anos, o Mascate conquistou o segundo lugar na WRO Brasil 2026, feira mundial de robótica em Joinville. O projeto nasceu do interesse dos jovens, guiados pelo professor Mauro Sergio Pereira Fonseca, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), pai de Arthur, em criar uma solução própria fora do ambiente escolar.
O robô, produzido com impressão 3D, oferece conteúdo em português, inglês e espanhol, ampliando o acesso à história e cultura local para visitantes brasileiros e estrangeiros.
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Interatividade e diversidade cultural no turismo
Curitiba exibe nove parques e praças que celebram povos e tradições de quatro continentes. O Mascate visa transformar esses locais em pontos de descoberta, com informações acessíveis e interação direta. Em vez das tradicionais placas estáticas, o robô responde perguntas e sugere temas para discussão, promovendo uma experiência mais rica.
A base de conhecimento do Mascate inclui informações sobre oito grupos culturais: poloneses, ucranianos, povos originários, italianos, japoneses, portugueses, africanos e alemães. São de 25 a 31 respostas detalhadas para cada grupo, contextualizando tradições e histórias presentes nos espaços da cidade.
Turismo aliado à educação e memória cultural
Para Tatiana Neves, a criatividade dos jovens demonstra o potencial de novas experiências turísticas em Curitiba. O robô desenvolvido supera modelos recentes vistos em feiras internacionais e pode ser adaptado para uso em escolas públicas e pontos turísticos, ampliando seu alcance.
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Além de receber visitantes, o Mascate poderá ser uma ferramenta educativa, aproximando estudantes das influências culturais que contribuíram para a formação da cidade. A flexibilidade do projeto permite incorporar novos conteúdos e funcionalidades.
Funcionamento offline facilita implantação
Um destaque do Mascate é sua capacidade de operar totalmente offline, sem depender de conexão à internet, o que facilita sua instalação em parques, praças e escolas. Além disso, não gera custos de manutenção e é totalmente customizável para diferentes sistemas.
“Queremos implementar o robô em diversos locais. A ausência da necessidade de internet é um diferencial que torna o Mascate acessível e eficiente”, explica Gabriel Fernandes Steyer, um dos criadores.
