Investimento estratégico em pesquisa e inovação
O governo do paraná anunciou a seleção de dez projetos para a sexta edição do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). Cada iniciativa receberá R$ 200 mil, totalizando um aporte de R$ 2 milhões, financiado pelo Fundo Paraná. O objetivo é desenvolver tecnologias capazes de gerar novos produtos, serviços e negócios que possam impactar diretamente a economia estadual.
Parceria entre universidades e setor produtivo
Entre os selecionados, estão três pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), seis da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e um do Instituto Federal do Paraná (IFPR). As propostas abrangem áreas estratégicas como agricultura, agronegócio, biotecnologia, saúde e cidades inteligentes, evidenciando o compromisso da iniciativa em aproximar o conhecimento acadêmico das demandas do mercado.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em conjunto com a Fundação Araucária, o Prime visa transformar a produção científica em soluções práticas. Marcos Pelegrina, diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, ressalta que o programa é fundamental para garantir que a pesquisa acadêmica gere impacto real, aumentando a competitividade das empresas paranaenses e fomentando o desenvolvimento social e econômico.
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Tecnologias com potencial de mercado e impacto regional
Um dos projetos da UEL propõe um defensivo agrícola sustentável feito a partir de substâncias naturais, que fortalece a proteção das plantas contra fungos e reduz o uso de produtos químicos. O professor Doumit Camilios Neto destaca que o financiamento permitirá avançar em testes piloto e validação em campo, etapas essenciais para levar a tecnologia ao mercado.
A UTFPR contribui com projetos dos câmpus de Cornélio Procópio, Apucarana, Curitiba e Dois Vizinhos. Um exemplo é a pesquisa de Dois Vizinhos que desenvolve um revestimento feito com resina natural, formando uma película protetora sobre metais usados em joias e utensílios. A camada atua contra corrosão e minimiza reações alérgicas na pele. A professora Samara Silva de Souza enfatiza que o programa prepara os pesquisadores para entender as exigências do mercado e transformar suas tecnologias em produtos ou negócios viáveis.
Capacitação, modelos de transferência tecnológica e aproximação com o mercado
A edição de 2026 do Prime iniciou em maio, com 108 pesquisadores e 35 empreendedores participando da fase inicial de capacitação. Após esse período, 40 projetos seguiram para a etapa de amadurecimento e desenvolvimento de modelos de transferência tecnológica. Os participantes receberam orientações sobre validação de produtos, planejamento financeiro, propriedade intelectual, negociação comercial e captação de recursos.
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Além disso, 13 empresas demonstraram interesse em adquirir, licenciar ou desenvolver tecnologias apresentadas pelos pesquisadores, abrindo caminho para negociações mediadas pelos Núcleos de Inovação Tecnológica das instituições. A expectativa é que essas parcerias impulsionem a transformação das pesquisas em soluções que gerem empregos e movimentem a economia local.
Próximos passos e eventos de divulgação
A assinatura dos financiamentos está prevista para 10 de novembro, durante o Paraná Faz Ciência 2026 e a 6ª Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que ocorrerão entre os dias 9 e 13 de novembro em Cascavel. Esses eventos reforçam o compromisso do estado com a ciência aplicada, inovação e desenvolvimento econômico sustentável.
Com informações da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), esta iniciativa representa um passo importante para transformar pesquisas acadêmicas em soluções práticas que impactam a economia real e o dia a dia das pessoas no Paraná.
