Primeiras-Damas e Primeiro-Cavalheiro: figuras centrais na política paranaense
A trajetória política do Paraná inclui personagens que, mesmo sem exercer cargos eletivos, conquistaram relevância pública ao lado dos governadores. As primeiras-damas desempenharam papéis importantes em iniciativas sociais, acompanharam agendas oficiais e, em alguns casos, construíram carreiras políticas próprias. A partir de janeiro de 2027, o posto simbólico será ocupado por uma deputada federal: Rosângela Moro (PL), eleita em 4 de outubro, que acumulará as funções de primeira-dama e parlamentar.
Inédito primeiro-cavalheiro do Paraná
Um episódio singular ocorreu em 2018, quando Cida Borghetti assumiu o Governo do Paraná, tornando-se a primeira mulher a exercer o cargo de forma definitiva. Com sua posse, o marido, Ricardo Barros, assumiu o título de primeiro-cavalheiro do Estado, fato inédito na história paranaense. A mudança aconteceu após a renúncia de Beto Richa (PSDB), em abril daquele ano, para disputar uma vaga ao Senado.
Cida Borghetti tinha experiência política consolidada, com passagem por cargos como deputada estadual, deputada federal e vice-governadora. Também se envolveu em trabalhos sociais, destacando-se no Provopar em Maringá. Ricardo Barros é médico e político, com trajetória de deputado federal e ex-ministro da Saúde. O período do casal à frente do Executivo estadual foi breve, encerrando-se em 1º de janeiro de 2019, com a posse de Ratinho Junior.
Função simbólica e atuação das primeiras-damas
Apesar da denominação, os cargos de primeira-dama e primeiro-cavalheiro não configuram funções públicas ou cargos eletivos previstos na Constituição. A atuação dessas figuras varia conforme o perfil e as iniciativas a que se dedicam, sem remuneração oficial. A presença de um primeiro-cavalheiro em 2018 destacou a quebra de uma tradição histórica que vinculava o papel à esposa do governador.
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Antes de Cida Borghetti, outras mulheres ligadas aos governadores acompanharam distintos períodos da política paranaense, participando de ações sociais e políticas. A galeria de primeiras-damas inclui nomes que marcaram diferentes gestões e contribuíram para o cenário político e social do Estado.
Perfil das primeiras-damas recentes e seus desempenhos
Desde janeiro de 2019, Luciana Saito Massa atua como primeira-dama do Paraná. Ela coordena o Gabinete da Primeira-Dama desde 2023 e preside voluntariamente o Conselho da Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), que promove ações sociais e solidárias. A saída de Luciana sinaliza que o Paraná terá uma nova primeira-dama em janeiro, com a posse prevista para o próximo governo.
Ricardo Barros foi o único primeiro-cavalheiro do Estado, durante o período de abril de 2018 a janeiro de 2019, ao lado de Cida Borghetti. Já Fernanda Richa, esposa de Beto Richa (PSDB), exerceu o cargo de Secretária Estadual da Família e Desenvolvimento Social entre janeiro de 2011 e abril de 2018, período em que esteve diretamente envolvida em políticas públicas.
Outras primeiras-damas recentes incluem Regina Pessuti (governo Orlando Pessuti), Maristela Quarenghi de Mello e Silva (gestões de Roberto Requião), Fani Lerner (governo Jaime Lerner), e Débora Dias (governo Álvaro Dias). Essas mulheres desempenharam diferentes papéis, desde atuação social até apoio a agendas governamentais.
Histórico das primeiras-damas do Paraná no século XX
A história das primeiras-damas do Paraná remonta ao final do século XIX e ao início do século XX, com nomes como Praxedes Christina de Freitas e Maria Pereira Guimarães, vinculadas aos primeiros governadores do Estado. Ao longo das décadas, as primeiras-damas acompanharam os governos, muitas vezes exercendo influência em projetos sociais e políticas públicas, apesar da ausência de um cargo formal.
Entre 1947 e 1987, diversas primeiras-damas deixaram sua marca, como Herminia Rolim Lupion, Flora Munhoz da Rocha, Maria José Munhoz da Rocha, e Arlete Vilela Richa, esposa deste último destacado como figura ligada ao PSDB. Essas mulheres viveram períodos políticos marcantes no Paraná, atuando em meio a transformações sociais e administrativas.
Próximos passos e perspectivas para o cargo simbólico
Com a posse de Rosângela Moro (PL) em janeiro de 2027, o cargo de primeira-dama do Paraná terá uma nova dinâmica, ao ser ocupado por uma deputada federal com carreira política própria. Esse fato evidencia a evolução do papel que, embora simbólico, pode influenciar diretamente na articulação política e em ações sociais no Estado.
O próximo movimento político será acompanhar como Rosângela Moro equilibrará as funções institucionais de parlamentar e primeira-dama, além de observar os impactos administrativos e sociais decorrentes dessa conjugação de papéis. A trajetória das primeiras-damas e do primeiro-cavalheiro reforça a importância dessas figuras no contexto político e administrativo do Paraná, destacando suas contribuições e a evolução do papel ao longo do tempo.
