Arte que nasce da natureza e da tradição
A Casa da Cultura de Colombo abre suas portas para uma exposição que conta a trajetória de Shizem, artesã que há mais de três décadas trabalha com cerâmica, bambu, paisagismo e elementos naturais. A mostra oferece um mergulho na produção artística local, valorizando saberes tradicionais que se entrelaçam com a identidade cultural do município.
Materiais e inspirações que transformam o cotidiano
O bambu é um dos protagonistas do trabalho de Shizem. A partir dessa matéria-prima, ela cria cachepôs, peças para floriculturas, objetos decorativos e produtos para eventos. A combinação da cerâmica com o bambu revela uma conexão profunda com a natureza, refletida em cada criação.
Formada em Administração Rural pela Faculdade Positivo em 1994, Shizem iniciou sua jornada no artesanato no mesmo ano, ao fazer um curso com a artista Alice Yamamura. Entre 2008 e 2010, ampliou seu repertório com especializações em Paisagismo e Florística.
Um espaço que une cultivo e criação
Em 1999, a mudança para a área rural de Colombo marcou uma nova etapa: o Espaço Cerâmico Shizem, um local que reúne cultivo de videiras, bambu, plantas ornamentais e frutíferas, além da produção artesanal. Esse ambiente traduz a relação da artista com a terra e as tradições familiares de raízes italianas e japonesas.
Saberes que atravessam fronteiras
Entre 2004 e 2005, Shizem viveu no Japão, onde fez um curso em Kani-Shi, na província de Gifu. Essa experiência enriqueceu seu trabalho, aproximando-o das técnicas e tradições do artesanato japonês. Em 2006, ela representou Colombo no Salão Nacional de Camicado e, entre 2017 e 2023, participou de capacitações do SENAR focadas em artesanato com bambu, argila e cerâmica, incluindo a construção de forno cerâmico.
Preservar e compartilhar a cultura local
A exposição na Casa da Cultura é mais que uma mostra de arte: é um convite para conhecer uma história que mescla agricultura, criatividade e identidade. Para a Prefeitura de Colombo, a iniciativa é uma forma concreta de valorizar os artistas locais e preservar conhecimentos que enriquecem a cultura da região, incentivando o público a se conectar com essa produção singular.
