De Corumbá para o palco da Curitiba Cia. de Dança
Uma experiência no maior festival de dança do Brasil abriu caminho para o bailarino Marcos Souza alcançar um contrato profissional. Formado pelo Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, ele foi aprovado em audição para integrar o elenco da Curitiba Cia. de Dança, com início previsto para setembro de 2026.
Festival de Joinville e a imersão artística
O 43º Festival de Dança de Joinville, que aconteceu em julho, com apoio do Instituto Cultural Vale, foi decisivo para essa conquista. Durante duas semanas, Marcos participou de quatro cursos ministrados por profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente, além de três processos seletivos para companhias profissionais.
Entre os instrutores estavam Luiz Rubén, um dos primeiros professores do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano; Cláudia Mota, primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Lili de Grammont, diretora artística da Companhia de Dança de São José dos Campos; e o coreógrafo francês Jason Sabrou.
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A aprovação na Curitiba Cia. de Dança
O momento mais marcante para Marcos veio na aula de três horas realizada pela Curitiba Cia. de Dança, seguida por uma hora de audição. Foram aulas de ballet clássico, ensaios de neoclássico e contemporâneo, totalizando quatro horas intensas. Marcos conseguiu assimilar todas as sequências e descobriu que a audição era para a temporada completa do espetáculo “Quebra-Nozes”.
“Não pensei duas vezes, aceitei e assinei o contrato. Eu imaginava que faria parte apenas do elenco do Quebra-Nozes, mas fui aprovado para integrar a companhia. Essa foi minha primeira audição, e já fui aprovado na estreia”, celebra o bailarino.
O papel da formação artística na fronteira
Para Márcia Rolon, fundadora e diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, o sucesso de Marcos evidencia a importância da formação artística para abrir portas no mercado profissional. “Ele é resultado de um processo que começa na infância e hoje se concretiza em uma conquista profissional. Isso mostra que o investimento em arte na fronteira gera resultados concretos na vida dos participantes”, afirma.
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Marcos também reforça a gratidão pela base recebida. “Tudo o que sou hoje devo ao Moinho, que me transformou. Sou muito grato ao Instituto Cultural Vale pela oportunidade que me proporcionou. Entrei no Moinho ainda criança e cresci ali, construindo a minha base como bailarino. O Festival de Joinville é incrível, o melhor do mundo, e nunca imaginei estar presente. Essa experiência vai ficar comigo para sempre”, destaca.
O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano
Com 21 anos de atuação, o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano é uma organização da sociedade civil que atua nas regiões de fronteira do Brasil, promovendo a transformação social por meio do acesso à cultura, tecnologia, empreendedorismo e cidadania. Mais de 25 mil crianças e adolescentes já foram atendidos pela instituição desde sua fundação.
O instituto conta com o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, via Lei de Incentivo à Cultura, além de apoio de empresas como BTG Pactual, LHG Mining, Suzano, Too Seguros e RealH. Também mantém parcerias com Criança Esperança, J. Macêdo, Fecomércio – Sesc, Sicredi, Sebrae e Sesi, e recebe suporte cultural da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul e do governo estadual. A Prefeitura de Corumbá, Prefeitura de Ladário, Prefeituras de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, Instituto Homem Pantaneiro, IFMS, UFMS, Acaia Pantanal e diversos doadores completam a rede de apoio institucional e financeira da entidade.
