A presença cultural coreana em Curitiba e no Paraná
O programa Meu Paraná, com reportagem de Sara Erthal e apresentação de Camila Andrade, explorou o impacto da cultura sul-coreana no estado, trazendo à tona relatos de fãs que transformaram sua admiração em profissão, famílias que mantêm tradições e imigrantes que escolheram o Paraná como lar. Essa relação vai muito além das tendências populares nas redes sociais, como o K-pop e os doramas.
A música coreana serve como porta de entrada para muitos que começam a se envolver com essa cultura. Em Curitiba, uma escola de dança reúne jovens que treinam coreografias de K-pop, participando até de competições. As coreografias exigem precisão, velocidade e sincronia, desafios que a própria repórter encarou durante uma aula.
Fãs, coleções e trajetórias profissionais
Gaby é um exemplo de dedicação à cultura coreana. Ela coleciona álbuns, itens raros e materiais autografados de seus artistas favoritos. Sua paixão a levou a viajar três vezes para a Coreia do Sul, chegando a comprar 90 álbuns em uma das viagens para aumentar as chances de participar de encontros com artistas. Mais do que objetos, essas lembranças representam fases importantes da sua vida e ampliaram seu repertório cultural, abrindo portas para publicações literárias.
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Rodrigo seguiu um caminho diferente: aprendeu coreano e virou professor diante da crescente demanda pelo idioma. No entanto, a presença coreana no Paraná começou muito antes da popularização do K-pop e dos doramas.
A história dos imigrantes coreanos no Paraná
O programa também contou a trajetória de Lee, que chegou ao Brasil aos 13 anos após uma longa viagem de navio. Sem domínio do português, usava dicionários e desenhos para se comunicar. Anos depois, tornou-se o primeiro padre redentorista coreano do mundo e hoje lidera a comunidade católica sul-coreana de Curitiba, que mantém viva uma tradição cultural trazida de seu país de origem.
Em um café no Centro de Curitiba, a reportagem encontrou Yoon e a mãe Bianca, que compartilham sabores tradicionais da culinária coreana, como doces de arroz e chás feitos com gengibre e tâmara. A convivência com a cultura local também trouxe referências brasileiras para o cardápio familiar, incluindo quentão, pinhão e churrasco.
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Gastronomia e identidade cultural
As descobertas continuam em um restaurante administrado por Lee, natural da Coreia do Sul e residente em Curitiba há mais de dez anos. No cardápio, pratos tradicionais como bibimbap — arroz com vegetais variados — e ssam, uma trouxinha que reúne carne, arroz, vegetais e molhos, ilustram o cotidiano gastronômico coreano.
Helena, criadora de conteúdo, explica a importância de ingredientes fermentados como ganjang, gochujang e doenjang, fundamentais para a culinária coreana. O interesse pela gastronomia acompanha o crescimento do fascínio por K-pop e produções audiovisuais, despertando o desejo de experimentar e até preparar receitas típicas, como o kimchi, em casa.
Conhecer uma cultura nova pode começar por pequenos gestos: provar sabores diferentes, aprender palavras, ouvir músicas ou ouvir histórias de quem atravessou o mundo e encontrou no Paraná um novo lar.
