Lulinha vive na Espanha e não fará declarações, afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na quinta-feira (30) que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, reside atualmente na Espanha e não se manifestará sobre as acusações que enfrenta, classificadas por Lula como “campanha difamatória” e “mentiras”. Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, Lula afirmou que seu filho tem sido alvo de ataques desde 2006, utilizados para desestabilizar suas campanhas eleitorais.
Quando questionado pelo apresentador Rogério Vilela sobre a possibilidade de Lulinha comentar o assunto, o presidente foi enfático ao dizer que não seria necessário. Lula ressaltou que o filho jura inocência diariamente e que, caso haja investigações, ele será tratado como qualquer cidadão, sem privilégios.
Compromisso com a transparência nas investigações
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele estiver certo, terá meu apoio; se errar, não haverá ajuda”, afirmou Lula. O presidente também relembrou o impacto que a operação Lava Jato teve em sua vida, inclusive mencionando a morte de sua esposa, Marisa Letícia, em 2017, atribuída pelo petista ao desgaste sofrido durante as investigações.
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“Ele sabe o que eu passei, sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato. Ele não tem o direito de errar”, acrescentou.
Inquérito no Supremo Tribunal Federal
No mesmo dia da declaração, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Lulinha praticou tráfico de influência e corrupção. A Polícia Federal conduz a apuração, que investiga suposto favorecimento do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negócios com o Ministério da Saúde relacionados à cannabis medicinal.
Careca é suspeito de organizar desvios de aposentadorias e pensões na operação Sem Desconto e teria contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal em nome da empresa World Cannabis, da qual era proprietário. A investigação aponta que Lulinha poderia ter facilitado o acesso de Careca ao Ministério da Saúde, onde este tentou fechar um contrato milionário para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol em 2024 e 2025, contrato este que não foi assinado.
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Em contato com o Poder360, a defesa de Lulinha afirmou desconhecer o pedido da Polícia Federal.
