Reconhecimento ao espetáculo Mvúka na cena cultural paranaense
O espetáculo Mvúka, criado pela Funâmbula Coletiva em parceria com o Coletivo Negro Não Nego, ganhou destaque ao receber uma Moção de Aplausos da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. A homenagem, proposta pela deputada federal Carol Dartora, reconhece a importância da montagem na valorização das artes cênicas e das narrativas negras no Paraná. A peça aborda afetos, desafios e relações vividas por mulheres contemporâneas, especialmente mulheres negras, por meio de uma narrativa que mistura memórias, música ao vivo e personagens que transitam entre o íntimo e o coletivo.
Homenagem e repercussão da temporada de estreia
A Moção de Aplausos foi entregue ao elenco ao fim da quarta e última apresentação da temporada de estreia, realizada durante dois dias no Teatro do Memorial de Curitiba. Mvúka está entre os 10 projetos contemplados com investimentos destinados à cultura, fruto da parceria entre a Fundação Cultural de Curitiba, o Ministério da Cultura e recursos articulados pelo mandato da deputada Carol Dartora. Esse reconhecimento destaca não só a qualidade artística da obra, mas também sua contribuição para ampliar a representatividade de mulheres negras nas artes cênicas e reforçar uma cena cultural mais diversa e inclusiva.
Potência da arte negra e compromisso com a diversidade
Para a deputada Carol Dartora, o espetáculo mostra a força da produção artística feita por mulheres negras e seu poder de gerar identificação, reflexão e transformação social. “Quando mulheres negras contam suas próprias histórias no palco, toda a sociedade ganha. Mvúka emociona porque transforma vivências muitas vezes invisibilizadas em arte, reflexão e pertencimento”, afirma a parlamentar. Ela ressalta ainda que a homenagem simboliza um compromisso com políticas culturais que valorizem a diversidade e garantam o direito de todas as pessoas se verem representadas nas artes brasileiras.
Direção e trajetória de resistência no teatro
Loara Gonçalves, diretora do espetáculo, destaca que o reconhecimento representa um momento importante em sua trajetória de 20 anos dedicada a colocar as experiências de mulheres negras no centro da cena teatral. “Receber o reconhecimento de uma mulher que admiro mostra que estou no caminho certo. Seguiremos levando o teatro como ponte de acesso, destruindo barreiras. O teatro feito por mulheres negras existe e resiste”, afirma. Esse movimento reafirma a presença e a força das narrativas negras na cultura local e nacional, ampliando o diálogo com o público e fortalecendo o circuito artístico.
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Fonte: rjnoar.com.br
