A Rua Mateus Leme, em Curitiba, é um verdadeiro polo de brechós, onde a moda circular se consolidou como uma alternativa de consumo consciente ao longo de 25 anos. O endereço abriga mais de 15 estabelecimentos, entre eles as lojas Brechó São Francisco, comandadas pelo casal Ednéia Franco de Marins e Reginaldo Franco de Carvalho. Com seis lojas quase lado a lado, a rede se destaca pela variedade de produtos e pela proposta de repensar hábitos de consumo.
A primeira loja Brechó São Francisco foi fundada por Reginaldo em 2001, com o intuito de incentivar a compra e o fornecimento de peças usadas em bom estado. Desde então, o negócio evoluiu, mas manteve seu foco em promover a economia circular e evitar o descarte de roupas. Reginaldo afirma: “Acredito que tenhamos contribuído, nestes 25 anos, para o crescimento da economia circular em Curitiba, evitando descarte de roupas usadas.”
Modelo de Negócio e Curadoria
O sucesso dos Brechós São Francisco se deve, em grande parte, ao modelo de negócio que combina precificação justa e uma curadoria cuidadosa. Ednéia destaca que a equipe de 40 funcionários e a relação próxima com os 13 mil fornecedores são essenciais para o crescimento da rede. “A escolha dos itens de cada loja é baseada no público atendido. Temos brechós que comercializam peças de luxo, mas também há lojas que vendem roupas que não são de grife e têm preços bem acessíveis”, explica.
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Os critérios de precificação são baseados na conservação e na demanda. Peças de marcas desejadas podem ser vendidas rapidamente, mesmo custando cerca de metade do valor de um produto novo. Já, itens em perfeito estado, mas que não despertam tanto interesse, podem ter preços mais baixos. Reginaldo ressalta: “Entre peças populares de R$ 5 e itens exclusivos que chegam a R$ 5 mil, nossos brechós trabalham com uma lógica de precificação que vai muito além da etiqueta.”
Variedade e Público-Alvo
O modelo de negócios diversificado permite que cada cliente tenha uma experiência única. “Há consumidores que procuram pechinchas, clientes que gostam de garimpar peças exclusivas e vintage, turistas que buscam roupas quentinhas no inverno, e pessoas atrás de itens de grife mais acessíveis”, comenta Ednéia. As lojas oferecem uma ampla gama de produtos, desde roupas de grife, como Gucci e Prada, até peças mais acessíveis.
Na unidade do número 230, na Rua Mateus Leme, o foco é na moda feminina, com araras repletas de vestidos, blusas e acessórios de marcas renomadas. Ao lado, no número 236, o público masculino encontra ternos e jaquetas. O número 244 abriga peças casuais de marcas de luxo, enquanto as lojas no número 302 atendem tanto o público feminino quanto masculino, com uma variedade de roupas e objetos de decoração.
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A rede também conta com o brechó de moda infantil Baby Chico, localizado na Rua Paula Gomes, que oferece roupas para recém-nascidos até adolescentes. Além disso, o casal Ednéia e Reginaldo diversificou seus negócios com a Barbearia Rei Trajano, adquirida há cinco anos, que não está ligada à economia circular, mas complementa a proposta de um espaço dinâmico e atraente no centro da cidade.
Iniciativas de Apoio ao Comércio Local
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), Sérgio Bento, destaca a importância dos Brechós São Francisco como exemplo de empreendedorismo que a Prefeitura de Curitiba busca apoiar com o programa Curitiba de Volta ao Centro. “A rede de lojas está alinhada ao compromisso da gestão do prefeito Eduardo Pimentel de apoiar a economia criativa, incentivar o consumo consciente e ajudar a devolver vida e movimento ao Centro da cidade”, afirma Bento.
Com a proposta de atrair moradores, turistas e novos investimentos, os brechós de Curitiba não apenas promovem a moda circular, mas também contribuem para revitalizar o comércio local e fomentar a economia. Essa consolidação de um modelo de negócios sustentável reforça a importância do consumo consciente e a valorização do que já existe, revitalizando o comércio local e atraindo mais visitantes ao Centro de Curitiba.
