Uma Experiência Inesquecível no Basement Cultural
No dia 18 de abril de 2026, o Basement Cultural em Curitiba se transformou em um verdadeiro templo do Rock, recebendo a icônica banda Lucifer para uma apresentação de tirar o fôlego. Sob a liderança carismática de Johanna Sadonis, o grupo demonstrou por que é uma das forças mais vibrantes do Heavy Rock contemporâneo, transportando os presentes para a atmosfera psicodélica dos anos 70. A performance foi uma combinação perfeita de sedução e intimismo, com Johanna conduzindo o espetáculo com um magnetismo fascinante, que envolveu tanto os fãs mais ardorosos quanto os novos ouvintes.
Com uma formação afiada, a banda encantou com a entrega apaixonada de Claudia Díaz no baixo, cuja musicalidade e força sustentaram cada acorde. O batera Kevin Kuhn, por sua vez, trouxe uma fluidez que garantiu um pulsar constante do Doom, enquanto os solos impressionantes de Coralie Baier se tornaram a moldura ideal para essa imersão na sonoridade setentista. A fusion entre técnica e peso foi apresentada com uma elegância inigualável.
O Ritual Começa com Energia
A mágica da noite começou com as faixas “Anubis” e “Ghosts”, que estabeleceram a atmosfera mística desejada logo de início. À medida que o setlist avançava, o calor dentro do Basement se tornava quase palpável, um detalhe que não passou despercebido por Johanna, que mencionou a temperatura quente em diversos momentos da apresentação. No entanto, esse desconforto térmico foi rapidamente esquecido diante da explosão de talento no palco.
A versatilidade vocal de Johanna se destacou em músicas como “Crucifix (I Burn for You)” e “Wild Hearses”, onde sua presença se fez sentir com uma elegância única e uma leveza que contrastava com a pesadez do som. Cada canção era uma nova oportunidade de fascínio, e alguns momentos se tornaram verdadeiramente transcendentais. A execução de “Slow Dance in a Crypt” foi tão envolvente que parecia suspendê-los em um estado de êxtase coletivo.
Um Clímax de Emoções e Energias
A atmosfera de transe foi mantida com “The Dead Don’t Speak”, que trouxe uma carga dramática intensa, fazendo com que o público se perdesse em uma sonoridade densa e quase tangível. Em seguida, a vibe mudou radicalmente com “California Son”, que trouxe um sopro de adrenalina e Rock n’ Roll clássico, fazendo a plateia se mover ao som de riffs contagiantes. Este equilíbrio entre o sombrio e a energia pura é um dos pontos altos da apresentação.
O clímax ocorreu durante a tríade final da performance: “Bring Me His Head”, seguida pelo aclamado cover de “Goin’ Blind”, do KISS. Nesta versão, o Lucifer trouxe uma nova identidade à canção, transformando-a em uma balada Heavy Doom deslumbrante, reafirmando a originalidade e a essência da banda, que eleva até os clássicos mais renomados.
Um Final Apoteótico de Rock
O desfecho da noite foi marcado por “Fallen Angel”, que deixou o público em êxtase. A sensação era de que todos haviam passado por uma experiência catártica, lavada em suor e talento. Curitiba não apenas presenciou uma aula de Rock autêntico, mas também o encontro de três mulheres — Johanna, Claudia e Coralie — que, apesar de suas diferenças, se uniram por uma força, energia e técnica impressionantes. O Lucifer não entregou apenas música; proporcionou uma experiência sensorial que mostrou claramente que o lugar da mulher é onde ela quiser, desafiando convenções e reafirmando seu espaço na cena musical.
SETLIST:
- Anubis
- Ghosts
- Crucifix (I Burn for You)
- Riding Reaper
- Wild Hearses
- Lucifer
- At the Mortuary
- Slow Dance in a Crypt
- The Dead Don’t Speak
- California Son
- Bring Me His Head
- Goin’ Blind (KISS cover)
- Fallen Angel
