A Importância da Ciência na Saúde Pública
No dia 7 de abril, celebra-se o 76º aniversário do Dia Mundial da Saúde, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em um contexto que valoriza a ciência e as evidências, a deputada estadual e Secretária de Saúde, Márcia Huçulak (PSD), enfatiza a necessidade de um respeito rigoroso por esses princípios, ressaltando que a saúde pública depende de uma abordagem integrada.
“É uma escolha que impacta a vida de todos nós”, afirma Márcia. Para ela, a união em torno da ciência é fundamental, seguindo o lema da campanha deste ano: Juntos pela ciência – uma só saúde. A deputada, com 36 anos de experiência na gestão pública de saúde e ex-secretária municipal em Curitiba, expressa sua preocupação com o crescente negacionismo e a disseminação de notícias falsas que têm surgido nos últimos anos.
“Esse é um risco real para a vida”, observa ela, reiterando que as evidências científicas são a base para a prevenção, tratamento e cura de doenças. “Não se trata de uma questão de opinião”, completa.
Os avanços na saúde pública, impulsionados pela ciência, são inegáveis. Um exemplo notável é a expectativa de vida ao nascer, que, há um século, era de aproximadamente 35 anos. Hoje, essa média global é de 73 anos, mais do que o dobro, resultado de inovações como vacinas, medicamentos e melhorias em saneamento básico. Além disso, a mortalidade infantil, que atingia 30% nas primeiras décadas do século passado, agora é inferior a 5%, graças a esses mesmos avanços.
Doenças que outrora eram comuns, como tuberculose, varíola e pneumonia, foram drasticamente controladas ou erradicadas. No entanto, Márcia alerta que esses avanços estão sob ameaça, incluindo a possibilidade de retrocessos na vigilância epidemiológica.
Ela destaca ainda que os programas de vacinação ao redor do mundo salvam entre 4 milhões e 5 milhões de vidas anualmente. O Brasil, nesse contexto, se destaca como referência mundial, e o Paraná é reconhecido dentro do país como um exemplo a ser seguido.
Saúde Única: Uma Abordagem Integrada
A abordagem da Saúde Única, proposta pela deputada, é fundamental para lidar com crises sanitárias, como pandemias. Esse conceito sugere que as saúde humana, animal e ambiental são interdependentes e devem ser tratadas de forma integrada. “Assim, podemos garantir um futuro seguro para as próximas gerações”, afirma Márcia, que também liderou o combate à pandemia de covid-19 em Curitiba.
Estudos apontam que cerca de 60% das doenças infecciosas que afetam os humanos têm origem animal, conhecidas como zoonoses. Além disso, as mudanças climáticas estão alterando os ciclos de reprodução de vetores de doenças, como o Aedes aegypti, que é responsável pela transmissão da dengue. Esse cenário também pode favorecer o surgimento de doenças como leptospirose e complicações respiratórias, exigindo atenção redobrada.
Em resumo, o papel da ciência na saúde pública é crucial e deve ser respeitado e valorizado. A defesa de um sistema de saúde sólido, fundamentado em evidências, é um imperativo não apenas para o presente, mas também para o futuro da sociedade.
